sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
"O Segredo do Arco-Íris" em verso
De um segredo nos falava
E nem o Rei Mali
e a Rainha Luana imaginava
Limões amarelos em vez de laranjas
Lagartixas verdes em vez de salamandras
Era tudo ao “calha”
Que o príncipe Igor apanhava.
Dizem que ouvia, via e sentia
Como mais ninguém
Mas, afinal o que é que
O príncipe Igor tem?
Respondeu o Prof. Euluminado
Que do mal não morreria
Mas também não tem cura
Poderá vir a ser rei
E um rei de bravura.
“Incolorismo” é o nome
Do problema que Igor tem
Não vê as cores
Mas com o coração imagina-as bem.
Depois de conhecer Íris
O seu coração despertou
E com o poder da mente
O seu problema curou.
Turma 2ºAno - EB1/JI Senhora de Campanhã
Resumo de "Os Segredos do Arco-Íris"
Os Segredos do Arco-Íris
Era uma vez um Príncipe chamado Igor, que vivia num castelo com os seus pais, a Rainha Luana e o Rei Mali.
O Igor tinha uma irmã que estava doente. Um dia, a sua irmã pediu-lhe que fosse buscar uma laranja ao pomar. Igor hesitou, mas fez a vontade à sua irmã Lícia. Quando o Igor chegou trouxe um limão na mão e a irmã disse-lhe:
- Isto não é uma laranja, é um limão!
Igor ficou aborrecido, mas sorriu. Foi ter com o seu pai, o Rei Mali. O seu pai pediu-lhe que apanhasse o fogo e o Igor ficou muito quieto.
No dia seguinte, o Rei Mali fez o último teste ao Igor. Pediu-lhe que fosse buscar uma salamandra amarela. O Igor ficou quieto, mas fez a vontade ao Rei Mali, o seu pai.
Quando o Igor chegou ao castelo, trouxe uma lagartixa verde. O Rei Mali achou muito estranho e chamou um sábio, o Professor Euluminado.
O Professor Euluminado disse à Rainha Luana e ao Rei Mali, que o Igor não conseguia distinguir as cores e disse:
- Só há uma palavra correcta para esta doença, é Incolorísmo. Mas isso não o impede de pegar na espada? Não o impede de montar um cavalo? O Igor pode não distinguir as cores, mas tem outros bons sentidos, como o tacto, a audição e o olfacto. Entretanto, a sua irmã disse-lhe:
- Igor, podes ir buscar uma maça vermelha?
- Isso é fácil – disse o Igor. Consigo distinguir pelo cheiro, são as maçãs mais docinhas.
Igor foi ao bosque e encontrou uma menina descalça. Igor perguntou à menina:
- Como te chamas?
- Eu chamo-me Íris e tu?
- Eu sou o Príncipe Igor.
- Como podes ser um Príncipe! Não tens um elefante, nem um turbante!
- Um elefante! E o que é um turbante?
- Um turbante é uma espécie de coroa. Na minha terra, os Reis têm que usar um turbante e têm que ter um elefante. A minha mãe disse que as coisas eram diferentes.
- Igor, agora tenho que ir.
- Íris, posso ir contigo?
- Não sei, vou perguntar à minha mãe.
A mãe da Íris disse que sim.
Igor entrou e logo que entrou cheirou um aroma. Pôs as suas mãos na tinta lilás e pareceu-lhe ter visto o lilás. Perguntou à Íris qual era a sua cor preferida e ela respondeu:
- A minha cor preferida é o laranja e a tua?
- Não tenho cor preferida – disse o Igor
Igor, King e Íris olhavam para o céu e de repente apareceu um arco. Íris disse a Igor:
- Era tão bom que conseguisses ver as cores, Igor. O arco-íris tem 7 cores: o encarnado, laranja, amarelo, verde, azul e o anil.
Igor imaginou o amarelo como se fosse salamandras amarelas, o verde como se fosse uma cascata com relva.
Igor, King e Íris foram para o castelo, pois a festa da Primavera chegara. Igor convidou a Íris e a Vinita, mas o Rei Mali não aceitou. Igor ficou triste e voltou a ver cinzento. Ele só via as cores quando estava feliz. O Rei Mali com esta situação voltou a pensar e aceitou. Igor ficou contente. Íris tinha deixado um presente no jardim para o Igor. Quando o Igor se aproximou do jardim viu um elefante, tal como a Íris tinha prometido a Igor. O elefante tinha um bilhete na tromba que dizia:
Agora vais ser rei.
As cores já estão dentro do teu coração.
Para sempre, Íris
quinta-feira, 4 de março de 2010
O Isqueiro Mágico

Era uma vez um soldado que um dia foi à floresta e encontrou uma bruxa em cima duma grande árvore. A bruxa disse ao soldado para ir ao interior da árvore buscar um isqueiro. O soldado concordou e foi ao interior da árvore. O soldado desceu com uma corda e encontrou três cães que estavam a guardar a porta. Com alguns feitiços que a bruxa lhe ensinou conseguiu atravessar os cães. O soldado entrou e viu uma grande arca com ouro e lá estava o isqueiro que a bruxa lhe pediu. Quando o soldado se dirigiu à bruxa, esta tentou-o matar e ficar com a arca e o isqueiro. O soldado fugiu, levando a arca com o isqueiro e o ouro, e ficou rico. Foi para um hotel de cinco estrelas, pediu o melhor jantar, deu dinheiro aos pobres, comprou roupas novas e foi a bailes e festas. O soldado ficou sem dinheiro nenhum, mas lembrou – se do isqueiro. Mal abriu a porta encontrou um dos cães a roncar. O soldado sabia que o isqueiro era mágico e pediu para encher a arca com ouro. O soldado ficou rico outra vez e voltou à sua vida normal.
Resumo da História feito pela Inês, 2ºano, da Escola Nª Srª de Campanhã
Para ouvires esta história e veres as ilustrações, clica na imagem.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Lenda de uma Princesa Moura

Mal numa rocha tocou
Seu pé ficou marcado
E ao lugar Pé de Moura se chamou
Matagais e subidas
Eles passaram
Lomba foi o nome
Que lhe chamaram
De muito caminhar
A princesa moura já cansada
O pé dela estava dorido
Passou a chamar-se Pedorido
Com a sua sorte
A princesa irritada
Passou num lugar
E Raiva se passou a chamar
Zangada com a sua sorte
Continuou a navegar
Ao passar num lugar
Raiva se passou a chamar
A Moura e o seu amado
Ao navegar foram ao encontro do azar
Foi ao fundo o barco de pau
E ficou a chamar-se Rio Mau
Ela e o seu amado morreram
Nunca mais cá apareceram
A Moura apareceu na margem
Ficou a chamar-se Moura Morta
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
“A Lenda das Sete Cidades” de Mariana Bradford
Entre muitas actividades, dramatizaram a história e fizeram uma banda-desenhada, registando os momentos mais importantes.
Estas actividades foram muito divertidas e todos acharam interessante conhecer a lenda que justifica a existência de duas lagoas, uma azul e outra verde, na bonita ilha de S. Miguel, pertencente à região Autónoma dos Açores.
Os alunos do 3ºA da Escola N.ª Sr.ª de Campanhã recomendam a leitura…
terça-feira, 24 de março de 2009
"A árvore dos abraços" em poesia
Que nada aparentava encantar.
Crescia saudável, no ar
Bela sombra para descansar!
Nela faziam casas de madeira,
Um mundo de esperança:
Fantasias e brincadeira
A imaginação de criança.
Certo dia partiram
Da pobre casinha
E deixaram a árvore
Ali, sozinha…
Pássaros, passarinhos
Eram os seus amiguinhos.
Traziam-lhe presentes,
Viviam contentes!
E árvore com gentileza,
Deixava entre os raminhos
Construírem os ninhos,
Com toda a delicadeza.
Uma mãe contava histórias
Para seu filho encantar.
Não ficou só …
Pois a árvore estava adorar!
Certo dia
O menino
veio sozinho
Sem sua mãe.
A sua mãe faleceu
E o menino chorou,
Foi ter à árvore
A qual a abraçou.
A árvore com pena
Muito o quis alegrar.
Não falava essa linguagem
Mas esticou-se para o abraçar!
O menino deixou cair
A cabeça para o lado,
E no colo da árvore
Adormeceu calado…
A árvore ganhou sucesso
Pois os tristonhos,
Recebiam abraços
Muito risonhos!
A árvore ficou conhecida,
Pela árvore dos abraços.
Pois entre as pessoas
Criou muitos laços!
Passado algum tempo,
O menino procuraram
Ele lá estava deitado
Nos ramos que o abraçaram.
Afirmaram que a árvore
O matou.
E com preocupação,
O menino ficou.
Palavras injustas
A árvore recebeu.
O menino acordou
E quase nem se moveu.
Para admiração,
Mãe dele se tornou.
As pessoas intrigadas.
Toda a gente comentou.
Queriam saber
O fruto que dava!
O fruto era bom
Pois nos abraçava!
As pessoas tristes
A procuravam.
E abraços doces
Esperavam…
O menino cresceu
E muito tempo passou.
Levou lá os filhos
Que ela amparou.
A árvore emocionada
Deu abraços calorosos,
Também deu carinho
Com os ramos amistosos!
Sentia-se mãe
E por vezes avó.
Ela, ninguém recusava
E ninguém ficava só.
Uns estranhos surgiram
Para a derrubar.
Eram arquitectos
Que a iam cortar!
A notícia espalhou-se
Pelo vento e os pássaros.
Tudo ficou a saber
Veio gente de países raros!
Uma muralha humana
Os fizera desistir.
Ficaram felizes
De aquilo impedir!
Os amigos da árvore
Compraram o local
Onde ela nascera:
Protegeram a árvore especial.
A árvore secou
E assim morreu,
De cansaço e velhice
Ninguém a viu,
Ninguém a acolheu…
Quando souberam
Vieram despedir-se dela,
Um adeus em abraço
Sem os abraços de canela.
Fiquem certos
Que não há melhor fruto.
O AMOR é um fruto doce
É o maior afecto!
Outra árvore especial?
Não sei se vai haver…
Perguntem à ÁRVORE DO LUAR,
Quem sabe, algo de novo irá nascer!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Nós e a "A árvore dos abraços"
As árvores não servem só para dar abraços, servem também para pegar nos meninos. (Emanuel)
Gostava que a árvore dos abraços me desse um abraço e um fruto especial: o amor. (Matilde)
Quando estou triste preciso do abraço da árvore para ficar mais feliz. (Inês)
A árvore do recreio dá-me abraços, quando brinco às escondidas. (Fábio Miguel)
Quando estou triste, gostava que uma árvore me desse um abraço e quando não tenho ninguém para brincar gostava de um abraço doce. (Vasco)
Um dia sentei-me à beira de uma árvore, os pássaros começaram a cantar e eu acabei por adormecer e senti um abraço apertado. (Nuno)
Eu queria ter uma árvore que me desse abraços quando estou triste. (Jorge)
A minha árvore dá-me muito carinho. (Vítor)
Gostava muito de ter uma árvore que desse abraços. No meu quintal tem uma árvore, mas não dá abraços, dá frutos. (Diogo)
Eu adoro receber abraços e os abraços de uma árvore devem ser bons. (Margarida)
A Árvore dos Abraços dava abraços quentes e macios. (Ana Luísa)
Gostava de ter um abraço de uma árvore porque muitas vezes estou sozinha. (Eviliana)
Eu queria que a árvore dos abraços me desse abraços quando estivesse triste e só. (Beatriz)
Eu gostava de ter um abraço de uma árvore quando estou triste. (Rita)
EB1/JI Nossa senhora de Campanha
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Aquário

O Aquário: Incubadora de peixes submissos. Este é o significado que João Pedro
Mésseder deu para a palavra o aquário num outro conto por ele escrito - o breviário da água .
João Pedro Mésseder
Quem é: nasceu no Porto em 1957.É professor e escreve para crianças. Foi também no Porto que completou os estudos universitários. Publicou várias obras literárias e recebeu o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho em 1999.
(4º ano- Srª de Campanhã)
Sentimentos a rimar
Peixes
Negros, azuis e vermelhos
Arco-íris incubado
Todos comem
Todos nadam
De doenças todos sofrem
Na hora da decisão
É preciso aceitação
Das diferenças de cada um
Nasce a diversidade
No arco-íris incubado
E surge a solidariedade
Que é o fruto da amizade.
História do aquário

Três azuis e um vermelho
O vermelho sentia solidão
E um azul era glutão
Um peixe preto apareceu
Era mais velho e maior
No aquário houve mudança
E o vermelho ficou com esperança
Peixes, peixinhos
Doentes ficaram
Só o vermelhinho
Pediu ajuda ao menino
O vermelho foi solidário
Ajudando os doentes

Partilhou a corrida
Enchendo-lhes a barriga
O vermelho cansadinho
E também doentinho
Nunca parou de ajudar
Os amigos peixinhos
Eram todos peixes
Mas todos diferentes
Na cor, tamanho e idade
E souberam o que era a solidariedade
Viva a igualdade
Viva a diferença
Viva a qualidade

Fora a doença
Solidão, companheirismo
Preconceito e esperança
Palavras que partilhamos
Com mais confiança
Com este livro extraordinário
De pequenos peixes no aquário
Aprendemos a solidariedade
Respeitando as diferenças e igualdade
(2º ano A - Srª de Campanhã)